Todas as Especialidades e Tratamentos

Especialidades e Tratamentos

São 9 especialidades oncológicas
em um só lugar.
Conheça todas as especialidades
e tratamentos Vera Cruz Oncologia.

Especialidades

Tratamentos

Tipo de Câncer

Especialidades

Cirurgia Oncológica

Ramo da medicina aplicada no tratamento cirúrgicos de tumores benignos e malignos.

Hematologia

Dedica-se ao estudo do sangue e das patologias que o afetam. Estuda, também, a produção desses elementos e os órgãos onde eles são produzidos. Ainda analisa o estado de normalidade dos elementos sanguíneos e as doenças a eles relacionadas.

Mastologia

Mastologia é a especialidade médica que se dedica às alterações e doenças das mamas. Engloba desde alterações anatômicas, fisiológicas, doenças benignas e malignas. A maior parte da ação dos mastologistas ocorre na área da oncologia, com foco na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

Oncocardiologia

Se ocupa do diagnóstico e tratamento das doenças que acometem o coração bem como os outros componentes do sistema circulatório, causadas por tratamento do câncer.

Oncodermatologia

A oncodermatologia é a área da medicina dedicada ao estudo, diagnóstico e tratamento dos tumores que atingem a pele. O seu principal objetivo é atuar de forma precoce na identificação de lesões malignas, como o melanoma e os carcinomas, aumentando significativamente as hipóteses de cura e reduzindo a necessidade de intervenções mais invasivas.

Além do tratamento direto do cancro, esta especialidade foca-se na prevenção e no acompanhamento rigoroso de pacientes com fatores de risco, como histórico familiar ou exposição solar excessiva. Através de exames minuciosos, como a dermatoscopia, o especialista consegue distinguir entre sinais comuns e formações que exigem biópsia ou remoção cirúrgica.

Oncologia Bucomaxilar

A Oncologia Bucomaxilar é uma especialidade médica que se dedica ao diagnóstico, tratamento e cuidados de pacientes que apresentam câncer na região da cabeça e pescoço, mais especificamente na boca (bucal) e mandíbula (maxilar). A Oncologia Bucomaxilar é responsável pelo diagnóstico precoce do câncer bucal, através da realização de exames clínicos e complementares, como biópsias e radiografias, além de oferecer opções de tratamento, que podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Além disso, a especialidade também se preocupa com o acompanhamento pós-tratamento dos pacientes e reabilitação, quando necessário.

Oncologia Clínica

É a especialidade médica que estuda o câncer (tumores malignos) e a forma como essas doenças se desenvolvem no organismo, buscando seu tratamento. Cada tipo de câncer tem seu tratamento específico: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia e outras inúmeras possibilidades.

Oncologia Ortopédica

Subespecialidade da ortopedia relacionada ao diagnóstico e tratamento dos tumores do sistema músculo-esquelético (tumores osseos e de partes moles: benignos, malignos, primários e secundários).

Oncologia Cutânea

A oncologia cutânea é o ramo da medicina especializado no estudo, diagnóstico e tratamento de tumores malignos que se desenvolvem na pele. Sendo a pele o maior órgão do corpo humano, ela está constantemente exposta a agentes externos, especialmente à radiação ultravioleta, o que torna os cancros da pele os tipos de neoplasias mais frequentes em todo o mundo. O foco desta área é identificar precocemente lesões suspeitas, como o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, este último conhecido pela sua maior gravidade e potencial de disseminação.

O diagnóstico na oncologia cutânea baseia-se frequentemente no exame clínico detalhado e na utilização da dermatoscopia, uma técnica que permite ao especialista visualizar estruturas profundas da pele não visíveis a olho nu. Quando uma lesão é identificada como suspeita, o oncologista cutâneo procede à biópsia ou à remoção cirúrgica imediata. O tratamento é personalizado de acordo com o tipo e o estadiamento do tumor, podendo envolver desde cirurgias simples e técnicas de Mohs até terapias mais complexas, como a imunoterapia e a terapia-alvo em casos avançados.

Para além da intervenção direta nos tumores, a oncologia cutânea desempenha um papel fundamental na prevenção e no acompanhamento a longo prazo de pacientes de alto risco. Isto inclui pessoas com pele muito clara, histórico familiar de cancro da pele ou múltiplas pintas pelo corpo. Através de consultas regulares e do mapeamento corporal, é possível monitorizar alterações subtis ao longo do tempo, garantindo que qualquer nova formação maligna seja tratada ainda na sua fase inicial, onde as taxas de cura são extremamente elevadas.

Tratamentos

Transplante de medula óssea

A medula óssea é um tecido líquido gelatinoso localizado dentro dos ossos e é responsável pela produção dos componentes celulares do sangue, que incluem os glóbulos vermelhos, os brancos e as plaquetas.   É na medula óssea que nascem as células mães, denominadas células-tronco hematopoéticas, que irão se diferenciar nos glóbulos brancos (que combatem infecções), vermelhos (que carregam o oxigênio) e plaquetas (que ajudam na coagulação).   O objetivo do transplante de células-tronco hematopoiéticas é curar diferentes tumores hematológicos malignos e outras doenças hematológicas não malignas substituindo as células mães (células-tronco hematopoiéticas).   O tipo de transplante de células-tronco hematopoiéticas dependerá do doador das células-tronco hematopoiéticas.   Transplante células-tronco hematopoiéticas alogênico aparentado – o doador é um membro da família, geralmente irmãos. Transplante células-tronco hematopoiéticas alogênico não aparentado – o doador é não familiar que pode ser encontrado em registros de doadores voluntários no Brasil ou fora do país. Transplante células-tronco hematopoiéticas singênico – o doador é um irmão gêmeo idêntico. Transplante células-tronco hematopoiéticas singênico – o paciente doa as células-tronco hematopoiéticas para ele mesmo. O transplante células-tronco hematopoiético é um procedimento de alta complexidade e para sua realização são necessários médicos hematologistas, além de uma equipe multiprofissional altamente especializada e treinada, composta por médicos de outros especialidades, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, odontologistas, psicólogos e farmacêuticos. O Hospital Vera Cruz dispõe de uma unidade moderna com todo o aparato tecnológico necessário para a realização deste complexo procedimento. Dispõe de uma unidade com 5 leitos que possui sistema de filtragem de ar e água para manter o ambiente altamente purificado com o objetivo de reduzir o risco de infecções. Muitos avanços ocorreram nos últimos anos no campo do transplante de células-tronco hematopoiéticas e o Hospital Vera Cruz, pela sua excelência, está capacitado para a realização deste importante procedimento, com estrutura profissional e física semelhante aos hospitais de referência no Brasil e no mundo.

Imunoterapia

Imunoterapia, também conhecida como terapia biológica é um tratamento medicamentoso ajuda a combater as células do câncer utilizando o próprio sistema de defesa. Este tipo de terapia, estimula o organismo do paciente a identifica e atacar as células cancerosas, por meio de medicações que modificam a resposta imunológica. Isto é, em vez de focar no câncer, as drogas estimulam nossas defesas para que elas mesmas detectem a doença. É diferente da quimioterapia e da radioterapia, que atacam diretamente a célula do tumor.

Hormonioterapia

A hormonioterapia é um tipo de tratamento sistêmico que tem como objetivo inibir o crescimento do câncer pela retirada do hormônio da circulação, ou ainda, pela introdução de uma substância com efeito contrário ao hormônio. É um tipo de terapia que pode ser realizada de maneira isolada ou em combinação com as demais formas de tratamento para o câncer, como a cirurgia, a quimioterapia convencional e a radioterapia. As medicações classificadas como tipos de hormonioterapias podem ser administradas via oral ou injeções subcutâneas / intramusculares.

Quimioterapia

Em medicina, chama-se de “quimioterapia antineoplásica” o tratamento com a utilização de medicamentos cuja função é atuar nas células dos tumores, visando destruí-las, impedindo seu crescimento ou aliviando os sintomas causados pelo desenvolvimento do tumor. Há muitos tipos de quimioterápicos, com diferentes mecanismos de ação e efeitos. A quimioterapia pode ser indicada antes ou após uma cirurgia, ou ainda isoladamente, sem que haja indicação cirúrgica. Pode, ainda, ser feita em conjunto com outros tipos de tratamento, como a radioterapia e a imunoterapia. A indicação do tipo de tratamento a ser feito depende de vários fatores, como o tipo de tumor, localização e estágio da doença. A decisão quanto à melhor estratégia de tratamento baseia-se em conhecimentos atualizados e experiência da equipe médica. No entanto, a participação do paciente e seus familiares neste planejamento é importante. Em todos os momentos será respeitado o direito do paciente de negar ou solicitar interrupção do tratamento proposto. Os efeitos alcançados com cada tipo de quimioterapia podem variar de paciente para paciente, portanto o tratamento será planejado e ajustado individualmente, de acordo com a eficácia alcançada e com os efeitos colaterais apresentados, que devem ser toleráveis e não comprometer a qualidade de vida. Existem várias maneiras de se administrar a quimioterapia: através da veia, cateter implantado cirurgicamente debaixo da pele (port-a-cath) ou cateter central de inserção periférica (PICC), por meio de soro; por via oral através de comprimidos; ou através de injeções intramusculares ou subcutâneas. Na maioria das vezes não é preciso que o paciente fique internado para fazer a quimioterapia. Geralmente, ela é feita numa sala especial, dentro do Centro de Oncologia onde são feitas as consultas com o médico oncologista. Durante a aplicação da medicação por soro, geralmente não são observados sintomas no local da aplicação. Porém, é importante que quando receba o medicamento o paciente mantenha-se bem posicionado, para evitar extravasamentos. Caso se perceba alguma alteração (como dor, formigamento) no momento da aplicação, é fundamental comunicar imediatamente a equipe de enfermagem. A duração da aplicação pode variar de minutos a horas. Você será orientado sobre as particularidades do seu tratamento, para que possa se planejar adequadamente. No dia do tratamento, um familiar ou um amigo devem lhe acompanhar. Alguns itens tais como tablet, celular, livros e trabalhos manuais podem fazer com que sua sessão se torne mais confortável. Ressaltamos que a permanência do seu acompanhante é permitida durante toda duração da sua aplicação. Não existem restrições quanto ao consumo de alimentos no dia da sua quimioterapia, porém recomendamos que faça uma alimentação leve. As medicações de uso diário devem permanecer como prescritas. Se houver alguma dúvida, questione seu médico.

Tipo de câncer

Mieloma Múltiplo

O Mieloma Múltiplo é uma doença tumoral maligna de células chamadas plasmócitos, a qual deriva de um tipo de glóbulo branco do sangue, os linfócitos B, e são produtoras de anticorpos. Mediante um erro de proliferação, essas células começam a crescer sem controle e produzem proteínas anômalas, que podem agredir os rins, os ossos, alterar o metabolismo do cálcio, e seu acúmulo pode preencher a nossa medula óssea, prejudicando a produção das células sanguíneas. As consequências dessa proliferação são fraturas patológicas, isto é, os ossos podem quebrar com pequenos traumas, comprometimento dos rins, chegando às vezes à necessidade de hemodiálise, anemias, dores, infecções, entre outras.

Nos Estados Unidos, a incidência dessa doença é cerca de 1,8% entre todos os cânceres. Entre as doenças cancerosas hematológicas está em torno de 17% e são, principalmente, diagnosticadas nas 7a e 8a décadas de vida, com mediana de 69 anos. Estima-se 30.000 casos novos por ano.
Na grande maioria das vezes, é uma doença sensível a tratamento com quimioterapias associada a transplante autólogo de medula óssea, isto é, transplante da medula do próprio paciente, quando indicado.
Apesar de ser considerada uma doença incurável, pode ser controlada a longo prazo, dando ao paciente uma qualidade de vida muito próxima do normal.
O que impacta no curso de tratamento, são as recidivas, isto é, quando a doença se torna resistente a um tipo de tratamento, e precisamos mudar para outra estratégia, o que é muito comum após longo período de convivência com a doença.

O tratamento, como já dito anteriormente, se baseia em drogas quimioterápicas de várias classes, como imunomoduladores, inibidores de proteassomas, anticorpos monoclonais, inibidores da histona deacetilase, etc, associado ou não à transplante autólogo de medula óssea, dependendo da idade, das condições clínicas do paciente e da sua evolução.

Importante enfatizar que parte dos pacientes portadores de mieloma múltiplo não necessitam de tratamento logo no início da doença, podendo ser observado conforme a evolução, havendo critérios específicos, tanto clínicos como laboratoriais, que determinam a época ideal para se iniciar o tratamento.
Atualmente, os tratamentos oferecem remissão prolongada da doença, com poucos efeitos colaterais e dando conforto e longevidade aos pacientes.

Leucemia Linfóide Crônica

A palavra leucemia, quando pronunciada, tanto durante uma consulta médica quanto em uma conversa informal, logicamente causa sensação de ansiedade e, muitas vezes, até pânico! E não é prá menos, visto que remete ao conceito de uma doença grave e muito comentada em novelas, filmes, livros, etc. Mas na realidade, qual deveria ser o entendimento desse grupo de doenças que muitas pessoas acreditam que seja uma sentença de morte?
Na minha prática diária da Hematologia, costumo fazer uma analogia entre leucemia e atropelamento! Atropelamento pode ser por trem, caminhão, carro ou bicicleta! Cada um com as suas conseqüências características, de fatais a um leve arranhão. Leucemia também.

Primeiramente, vale ressaltar que as leucemias consistem em um grupo de doenças, cuja classificação se dá pelo tipo de célula envolvida em uma proliferação descontrolada, e que ocupa o lugar do crescimento das células normais do nosso sangue. A palavra leucemia vem do grego, juntando leukos (branco) e hemia (sangue), significando, portanto, aumento de glóbulos brancos no sangue.

Para entendermos um pouco melhor, é preciso dizer que as células do sangue são produzidas dentro dos nossos ossos, em um órgão chamado Medula Óssea, e consistem em 3 linhagens ou séries: Os glóbulos vermelhos, que nos dá energia, os glóbulos brancos, que nos dá imunidade e as plaquetas, que ajudam no nosso processo de coagulação, evitando hemorragias. Quando um glóbulo branco, ou seus precursores, crescem descontroladamente, ou deixam de morrer na época programada, eles podem acumular na medula óssea ou no sangue, impedindo que as células normais sejam produzidas, causando os sinais e sintomas clássicos das leucemias, que são anemia, fraqueza e palidez, pela falta de glóbulos vermelhos, febre e infecções de repetição, por falta ou função prejudicada dos glóbulos brancos, e sangramentos e manchas roxas na pele, pela falta de plaquetas.

Mas como já escrevi no início, não é uma doença específica, mas sim, um grupo de doenças que podem ser classificadas de acordo com o tipo de célula envolvida nessa proliferação e, também, da origem dessa linhagem celular doente. Dessa maneira, podemos classificar as leucemias conforme a origem das células em mielóides ou linfóides e, dependendo da idade e comportamento das células, em agudas, envolvendo células mais jovens e com proliferação rápida, ou crônicas, quando se tratar de células mais maduras e com proliferação mais lenta.

As leucemias agudas são geralmente as mais graves e exigem tratamento mais intenso, com quimioterapias e, muitas vezes, até transplante de medula óssea. As crônicas, geralmente são mais insidiosas, com tratamentos mais brandos e evolução mais arrastada, e, em algumas situações, nem necessitam de tratamento, imediato ou tardio, bastando somente observação e atenção a sinais que possam exigir intervenções terapêuticas específicas, sendo esse último conceito, aplicável em parte dos pacientes acometidos de leucemia linfóide crônica, que é o tema desse texto.
A Leucemia linfoide crônica (LLC) pode ser definida como um acúmulo progressivo de linfócitos longevos, envelhecidos, funcionalmente incompetentes para a função de defesa corporal, que “esqueceram” de morrer, pois grande parte das células do nosso corpo tem um tempo de vida programado, para serem substituídas por células jovens.

É a forma mais comum de leucemia em adultos no ocidente, chegando a 24% de todas as leucemias. É uma doença característica da idade avançada, com incidência de mais de 20 casos por 100.000 habitantes acima dos 70 anos nos Estados Unidos, porém, ultimamente, está sendo diagnosticada também em pacientes mais jovens, até na 3a década de vida. A média de idade ao diagnóstico é de 55 anos, com maior incidência em homens, com proporção de 1,7 homem para cada mulher acometida. É raramente vista em japoneses, chineses e população de outros países asiáticos.

Sua evolução e curso clínico são extremamente variáveis. Alguns pacientes podem apresentar rápida deterioração clínica, com sobrevida curta, enquanto que outros apresentam uma evolução muito benigna, de curso indolente e vivem além de 20 anos do diagnóstico sem maiores complicações, com tratamentos específicos e, às vezes, até sem qualquer tratamento, dependendo da evolução. Esse comportamento acontece em cerca de 30 a 60% dos casos de leucemia linfóide crônica.

O acompanhamento dos pacientes com leucemia linfóide crônica por médico hematologista, em longo prazo, é de fundamental importância, para que se possa identificar sinais e fatores evolutivos que remetam à necessidade de abordagem terapêutica adequada a cada situação.
Os tratamentos para a leucemia linfóide crônica envolvem acompanhamento, medicações específicas como imunoterapia, quimioterapia ou medicamentos de terapia alvo, isto é, direcionados ao tipo específico de célula envolvida e, muito raramente, transplante de medula óssea.
Voltando ao começo, salvo exceções, podemos refazer a analogia das leucemias com atropelamentos, sendo geralmente as leucemias mielóides agudas mais graves, correspondendo a atropelamentos por trem, enquanto que as leucemias linfóides crônicas, a por bicicletas, sempre lembrando que há sobreviventes a atropelamentos de trem e quem não sobrevive aos de bicicleta.

Importante ressaltar que, atualmente, todos os tipos de leucemia são controláveis e até curáveis com tratamentos específicos, oferecendo sobrevidas longas e com qualidade.

Câncer de Mama

O câncer de mama é o segundo mais frequentemente diagnosticado no mundo e a maior causa de morte por câncer na mulher. Ele se forma através de uma proliferação anômala de células epiteliais malignas mamárias. As taxas de mortalidade vem decaindo no mundo desde 1970. Quando tratado precocemente, salva-se muitas vidas.

Os maiores fatores de risco são história pessoal prévia ou familiar de câncer de mama, ovário, tubas uterinas ou peritônio; ancestralidade associada à mutação do gene BRCA1 e 2; mamas densas à mamografia; biópsia prévia de mama com lesões benignas mas marcadoras de alto risco (hiperplasia atípica); idade; menarca precoce; menopausa tardia; primeira gestação tardia ou ausência de gestações; radioterapia prévia de tórax.

O câncer de mama precoce pode ser detectado por métodos de rastreamento populacional através da mamografia. A maioria das mulheres faz parte do grupo de baixo risco, ou seja, tem uma chance menor de 15% de desenvolver um câncer de mama ao longo da vida. Existem algumas divergências entre os maiores grupos de experts a respeito de qual seria o melhor momento para se iniciar o rastreio. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o início a partir dos 40 anos de idade.

Em relação aos sinais e sintomas relacionados, cerca de 15% das mulheres vão apresentar em uma das mamas uma nodulação palpável, geralmente fixa, de margens irregulares. No entanto, essas características não têm potencial de diferenciar uma lesão benigna de maligna. Após a detecção de uma alteração ao exame físico e/ou através da realização de imagem, deverá se proceder com biópsia guiada por agulha da lesão suspeita para confirmação da malignidade. Cerca de 70 a 80% dos cânceres de mama são do tipo carcinoma ductal invasivo e 8% carcinoma lobular invasivo; as demais histologias são raras.

O diagnóstico anátomo-patológico dará início ao tratamento especifico, que sempre acontece através de uma abordagem multidisciplinar. Os principais pilares desse são: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. Pacientes com doença inicial, beneficiam-se de cirurgia primária seguido de avaliação de tratamento complementar chamado de adjuvante, para auxiliar na diminuição do risco de recidiva e aumentar sobrevida. Em mulheres com lesões maiores, localmente avançadas, inicia-se o tratamento de maneira inversa, com os antineoplásicos antecedendo o tratamento cirúrgico.

A cirurgia oncológica da mama pode ser do tipo setor/quadrante ou mastectomia. Para as cirurgias conservadores, associa-se a modalidade de radioterapia, com o objetivo de erradicar qualquer potencial doença residual, preservando a mama com desfechos oncológicos semelhantes à cirurgia radical e efeito cosmético mais aceitável.

É importante durante o ato cirúrgico realizar a avaliação dos linfonodos regionais axilares através da pesquisa do linfonodo sentinela, onde o mesmo é retirado e avaliado instantaneamente quanto à presença ou não de células neoplásicas malignas. Evidenciando-se apenas um a dois linfonodos acometidos, não é necessário seguir com o esvaziamento linfonodal axilar.

Posteriormente ao tratamento cirúrgico, características do tumor (expressão de receptores hormonais ou fator de crescimento epidermal HER2), do paciente, assim como suas preferências, e do código genético serão levadas em consideração na escolha do melhor tratamento medicamentoso adjuvante. Na presença de fatores de alto risco para recidiva de doença, como tumores de alto grau, maiores de 2cm, com envolvimento linfonodal ou alto risco genético, há benefício confirmado em sobrevida da associação de quimioterapia ao tratamento.

Após o tratamento, as mulheres se manterão em seguimento clínico regularmente. Deverá ser realizada anualmente a mamografia. Existem mais de 32 milhões de sobreviventes de câncer ao redor do mundo e esse número é esperado que cresça com a melhora dos métodos de rastreamento, aumento da expectativa de vida após tratamento e envelhecimento da população. Dentre as mulheres, o câncer de mama corresponde a maior parte (44%) das sobreviventes.

Câncer de próstata

A próstata é uma glândula masculina que se localiza na parte baixa do abdômen. É um órgão pequeno e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). Ela envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. Sua função é produzir parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual. Ao contrário do que muita gente pensa, a próstata não produz hormônios.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 65.840 novos casos de câncer de próstata. Esse valor corresponde a um risco estimado de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens.

O câncer de próstata ocorre principalmente em homens mais velhos, sendo a idade avançada o fator de risco mais importante. Seis em cada 10 casos são diagnosticados em homens com mais de 65 anos, sendo raro antes dos 40 anos. A média de idade no momento do diagnóstico é de 66 anos. É a segunda principal causa de morte por câncer em homens, atrás do câncer de pulmão. A cada 41 homens, pelo menos 1 morrerá de câncer de próstata. Outros fatores de risco incluem a raça (mais frequente em afrodescendentes), história familiar (ter um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de próstata mais do que duplica o risco de um homem de desenvolver a doença), obesidade.

Em estágio inicial, o câncer de próstata é uma doença silenciosa e geralmente não provoca sintomas. A maioria dos homens têm queixas relacionadas ao crescimento benigno da glândula como dor ou dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Com o avançar da doença, outros sintomas podem surgir como dor óssea, fraqueza nas pernas, o que indica já uma doença disseminada para outros órgãos como os ossos.

O câncer de próstata pode ser diagnosticado antes de quaisquer sintomas com a dosagem de uma proteína, o antígeno prostático específico (PSA) presente no sangue do homem. Essa estratégia é associada com o exame de toque retal, realizado por médico treinado onde é possível sentir a textura da próstata que normalmente é esponjosa. Caso esteja endurecida, há suspeita de câncer. Nem o exame PSA nem o toque retal são 100% precisos. Esses exames podem mostrar resultados anormais, mesmo quando um homem não tem câncer (isto é um resultado falso-positivo) ou resultados normais, mesmo quando um homem tem câncer (isto é um resultado falso-negativo). Por isso, a decisão de fazer ou não o rastreamento do câncer de próstata deve ser individualizada. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda o rastreamento a partir dos 50 anos para todos os homens e a partir dos 45 anos para aqueles da raça negra ou que têm história de câncer da próstata na família. Quando há alguma alteração no rastreamento, é necessária a realização de biópsia da próstata. Se o diagnóstico de câncer for confirmado pela biópsia, deve-se definir qual tratamento será instituído, o que dependerá do estágio da doença e das particularidades de cada paciente.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um. Para doença localizada (que só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos), cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais, principalmente em pacientes mais idosos ou que tenha outros problemas graves de saúde) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal que consiste em bloquear a ação da testosterona nas células tumorais. Na última década, o tratamento da doença avançada evoluiu bastante e hoje os pacientes estão vivendo mais e com mais qualidade de vida.

Fonte: Instituto Nacional do Câncer (INCA): www.inca.gov.br
Instituto Oncoguia: www.oncoguia.org.br
Sociedade Brasileira de Urologia (SBU): www.portaldaurologia.org.br

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